Avenida 13 de Maio: Reflexo da luta pela liberdade e desafios do povo Afro-brasileiro
- Natália Rabelo

- Nov 15, 2024
- 2 min read
Updated: Nov 24, 2024
Acesse a audiodescrição da matéria abaixo:
Entenda a relação da Av. 13 de Maio com a luta da comunidade Afro-brasileira.

A Avenida 13 de Maio, localizada no Bairro Benfica, é uma das mais reconhecidas de Fortaleza e é difícil encontrar alguém que nunca tenha passado por ela. Antiga Av. da Liberdade, a via é o lar de diversos pontos que são um marco para a capital Cearense.

Nela, é possível encontrar a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o campus do Benfica da UFC (Universidade Federal do Ceará), o IFCE (Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia do Ceará) e diversos outros locais de grande importância para a cidade.

Assim como a existência da Av. 13 de Maio é crucial para a cidade, o acontecimento que a nomeou moldou a história do Brasil. A via foi renomeada em homenagem à Lei Áurea, aprovada após sete dias de debate no congresso, que foi responsável por abolir a escravidão. Foram anos e anos de luta do povo negro até o seu direito à liberdade ser concedido.
Antes da Lei Áurea, algumas leis que antecederam a abolição foram sancionadas -como a Lei dos Sexagenários, que foi responsável por libertar escravizados com mais de 60 anos, mas elas sempre eram convenientes e facilitavam para os proprietários de escravos o máximo possível.
Infelizmente, quando falamos sobre a abolição da escravidão, muitos se lembram apenas da Princesa Isabel. Embora ela tenha sido responsável por sancionar a lei, diversos abolicionistas foram fundamentais para que o fim da escravidão se tornasse realidade. Luís Gama, José do Patrocínio e Maria Silva de Teles e Alencastro foram grandes figuras abolicionistas no Brasil, mas não recebem o mesmo reconhecimento que a Princesa Isabel.

O dia 13 de maio de 1888 foi um grande passo para a comunidade afro-brasileira, mas não protegeu os ex-escravizados de sofrerem isolamento social. Apesar de
a monarquia ter libertado os escravizados, não houve
esforço na época para a inclusão deles na sociedade,
o que resultou em incontavéis situações desumanas
vivenciadas pelos afro-brasileiros.
Entre as nações do continente americano, o Brasil foi o último a abolir a escravatura. O regime escravagista brasileiro durou mais de 300 anos e foi um dos mais cruéis da história. Esse período de exploração e a falta de políticas de inclusão social decentes fazem com que a discriminação seja um tema relevante ainda hoje, uma vez que, apesar de ter uma evolução, o Brasil ainda é um país que está preso a ideias preconceituosas, mesmo que a maior parte da população brasileira seja preta.
A avenida recebeu esse nome não só pelo passo

dado com a abolição da escravatura, mas também
como uma forma de ressaltar a importância de
refletirmos sobre as consequências da escravidão e os desafios enfrentados pela população afro-brasileira.
A partir do momento em que conhecemos a história, se torna fácil garantir que ela não aconteça novamente. Assim, o 13 de maio não deve ser apenas comemorado, mas também utilizado como um ponto de partida para diálogos e ações que busquem construir um Brasil mais justo.
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